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LUZIA - CAPÍTULO 03 (ÚLTIMA SEMANA)

24 junho, 2013


Eutique: Aonde vai me levar?
Luzia: Ao túmulo de Santa Ágata. Tenho certeza e fé em Deus que de lá, a senhora sai curada.
(Então as duas foram em peregrinação ao túmulo da santa. Lá, enquanto faziam suas preces Luzia teve a seguinte visão: anjos rodeavam Santa Ágata, e que a mesma disse-lhe:)
Ágata: Luzia minha irmã, porque pedes a mim uma coisa que tu mesma podes conceder?
(Luzia, despertando da visão, disse à mãe:)
Luzia: Mamãe, a senhora está curada.
Eutique: Bendito seja Deus!
Luzia: Sabe mamãe, foi a esse mesmo Deus que te curou hoje a quem eu me consagrei. Sim, eu fiz um voto de virgindade a Jesus, e que irei distribuir todos os meus bens aos pobres.
Eutique: Querida, Luzia minha filha, tudo o que é meu e de seu falecido pai é teu, por isso faça o que queres.
Luzia: Obrigada, mamãe!
(Ao chegar em casa elas começaram a distribuir todos os seus bens aos pobres. Um jovem muito rico e pagão, politeísta de nascença, que já era apaixonado por Luzia, foi perguntar à mãe de Luzia...)
Jovem: Cara Eutique, qual a razão para tanto esbanjamento de dinheiro por parte de tua filha?
Eutique: Luzia é muito providente, ela achou bens muito mais valiosos do que esses e por isso é que estamos fazendo isso.
(O jovem entendeu como quis e foi-se embora para casa. Os dias se passavam e Luzia e sua mãe davam mais e mais dinheiro aos necessitados. Nisso...)
Jovem (pensando): “Não há dúvidas... Luzia é cristã.”
(Logo, foi denunciá-la à coorte do Imperador Diocleciano)
Jovem: Eu venho aqui para denunciar uma cristã: Luzia de Siracusa, a filha de Eutique.
(A coorte mandou chamá-la. Perante o tribunal... )
Diocleciano: Tu és Luzia de Siracusa?
Luzia: Sim, sou eu.
Diocleciano: Recebi a denúncia de que és traidora da nação romana por ser cristã. Que dizes a respeito?
Luzia: É verdade. Sou cristã.
Diocleciano: Mas é tão bela e jovem... Que te parece voltar atrás?
Luzia: É um caminho sem volta. Não posso desistir do ideal. Do meu porto seguro. Se fizer isso, aí sim serei uma traidora.
Diocleciano: Mas ninguém verá. Só necessita queimar incenso aos nossos ídolos e então salvará sua vida.
Luzia: Prometes que ninguém verá?
Diocleciano: Dou minha palavra.
Luzia: Então eu te dou a minha de que também não o farei, pois um ato sem testemunha, é inexistente.
Diocleciano: Jovem corajosa. Veremos até onde...
Luzia: Até o fim, se preciso for!
Diocleciano: Pois que seja então! Guardas, coloquem-na numa casa de prostituição. Fizeste o voto, não? Mas o quebrará à força!
Luzia: O que o coração não consente, o corpo não tem culpa.

Post. Augusto Freire
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