CAPÍTULO
114
Ana: Foi
você que criou e educou o Dimitri, Adelia. E se hoje ele é um homem
feito, eu devo isso a
você. Você deu a ele um amor de mãe. Nós duas somos mães dele. E
ele ia sofrer muito se algo acontecesse a você, que é a mãe que
ele conhece.
Adelia: Da
mesma forma que eu te fiz sofrer há 20 anos, Ana? Foi assim?
(Ana não
responde)
Adelia (chorando): Ai,
Ana! Eu não... não suportaria que me tirassem meu Dimitri! Ele é
tudo que eu tenho na vida! Meu Deus, Ana... Como você deve ter
sofrido! (abraçando a rival) Me perdoe, Ana! Pelo amor de Deus, me
perdoe.
Ana (também chorando): É
difícil, Adelia. Mas eu... eu...
(A polícia
chega)
Policial: Adelia
Villard, você está presa!
(Adelia se deixa
algemar e vai gritando para a viatura)
Adelia: Me
perdoe, Ana! Me perdoa!
Ana: Sim,
perdoo.
(Adelia é
levada para a prisão. É colocada na cela e a grade se fecha
lentamente atrás dela.)
Adelia: Eu...
sinto muito.
(Enquanto isso,
no cativeiro de Danilo.)
Alicia: Já
se passaram 2 horas e nada da Diana. Boris!
Boris: Mata
ele!
Alicia: Ouviu
bem, apaga. Bang! The end!
Boris: Como
pode ser tão fria? É um ser humano...
Alicia: DANE-SE!
A mim só interessa o dinheiro e nada mais. Eu tenho que te dar uma
vida digna. Foi esta a promessa que eu fiz no leito de morte da
mamãe. E vou cumprir até as últimas consequências! Agora, pegue
esta pistola e dispare, de preferência uma morte rápida... Para que
não sofra muito.
Boris: Não
posso.
Alicia: Como
não? Você é mesmo um covarde! Não merece a mãe que tem! Ela
ficaria arrasada se visse isso! Como você foi capaz? Você jurou
que me obedeceria em tudo!!!
Boris: Já
chega desta ladainha! Sempre o mesmo pretexto... Mãe nenhuma se
orgulharia ao ver um filho nessas condições. Veja o que eu me
tornei: um assassino, criminoso! A sociedade me vê como um monstro.
Tudo por que? Por uma maldita herança que nunca será nossa!
Alicia: Me
dê essa arma. Eu acabo com ele.
Boris: Você
não é capaz. Quem sujou as mãos de sangue sempre fui eu. Enquanto
você só mandava!
Alicia: Te
mostro como sou. E você será meu primeiro alvo.
Post. Augusto Freire

