CEM ANOS DEPOIS
Quem nunca ouviu falar do livro O Quinze da
cearense Rachel de Queiroz. No romance regionalista narrado em pleno sertão do
Quixadá, naquela época a escritora já falava dos efeitos devastadores da seca no nordeste. Em sua
primeira e famosa obra, a poetiza envolveu contos, sonhos, amores e sofrimento.
O Quinze como assim foi titulado o livro cujo foi um dos precurssores de uma
das figuras mais ilustres da Terra da Luz passados quase Cem anos depois e já com saudades da eterna
acadêmica, pode ter o triste cenário repetido. Apesar das novas tecnologias, de
novos conhecimentos os efeitos impiedosos e constantes da seca continuam
assustadores e ainda ameaçam e/ou provocam o êxodo rural, sem a principal fonte
da vida, nem as árvores, nem o gado, nem o homem sobrevive como relatado nas
páginas. Em 2015, centenário da pior estiagem do Ceará a narrativa de nossa conterrânea e de suas
idas e vindas da capital a sua terra amada nos remete o sofrimento dos
personagens, do romantismo que embelezaram as páginas do Quinze e de algo mais
forte: A fé do sertanejo, comoe Dona
Inácia que após as chuvas de dezembro voltou para sua terra natal
transparecendo que apesar de todas as dificuldades a fé em Deus remedia todos
os males, os medos e todos os dias ruins que por ventura possamos passar.
Por: Francisco Freire
