com
suma alegria
Os
feitos heroicos
de
Santa Luzia”
(12
de dezembro, perto do pôr-do-sol. Sertão do Ceará. Lá, estão Zé
da Rima e seu netinho Lucas.)
Zé
da Rima: Ô,
seca braba, meu Pai eterno...
Lucas:
Vovô,
nunca mais vai ter bom inverno?
Zé
da Rima: Vai,
sim. Luquinha. “Paroano” tem.
Lucas:
E
como é que dá pra saber?
Zé
da Rima: Tem
que saber enxergar as coisa com os olhos da fé.
Lucas:
Como
que faz?
Zé
da Rima: Vou
te ensinar um segredo. Tu ainda é muito pequeno, mas a vida é cheia
de mistério. Coisa que ela vai ensinando a gente e a gente só
aprende se prestar atenção com o tempo. Tem um jeito de descobrir
isso, Luquinha. Tem uma pessoa aqui que sabe dizer.
Lucas:
Sabe,
é? Quem?
Zé
da Rima: É
Deus. E ele nos ensinou que a gente tem que saber olhar os sinais que
ele manda a seu tempo. E falando nisso, vem cá, vamos fazer uma
experiência. Me faz um favor, peça a sua mãe 6 pedras de sal e uma
prato. E meu violão. Daí você me encontra no nosso esconderijo
secreto.
Lucas:
Tá vovô.
(Luquinha
vai pegar as coisas e encontra o avô Zé da Rima no esconderijo
secreto. A casa da árvore)
Lucas:
O
que vai fazer?
Zé
da Rima: Te
ensinar os mistérios da vida. Pegue o prato e coloque as pedras de
sal dentro. Daí você coloca na janela da casinha.
Lucas:
Pra
que?
Zé
da Rima: Essa
é a experiência de Santa Luzia. Com ela descobriremos se o inverno
vai ser bom.
Lucas:
E
quem foi Santa Luzia?
Zé
da Rima (pegando o violão): Vou
contar pra você a história dela...
"Há
muitos anos passados
No mundo existia
Uma jovem encantadora
O seu nome era Luzia
Um moço apaixonado
Casar com ela queria
Com carinho foi dizendo
Que lindos olhos tens
Eu quero seu amor
E seus lindos olhos também
Mas Luzia respondeu
Esses olhos são teus
Mas casar não me convém"
No mundo existia
Uma jovem encantadora
O seu nome era Luzia
Um moço apaixonado
Casar com ela queria
Com carinho foi dizendo
Que lindos olhos tens
Eu quero seu amor
E seus lindos olhos também
Mas Luzia respondeu
Esses olhos são teus
Mas casar não me convém"
Post. Augusto Freire

