TRECHO DO TEXTO DE GILVAN ROCHA: E O DA GASOLINA?
Nessa
campanha eleitoral, chamou-me atenção, um diálogo que tive com uma professora
universitária. Perguntei-lhe qual seria o seu candidato a vereador e ela de
pronto respondeu: “meu candidato é o fulano, pois ele já me deu ‘o da gasolina’”.
Pasmo, refleti:
para essa senhora, pouco importava se “o da gasolina” teria provindo das
falcatruas do BNB ou se fruto dos dólares da cueca, ou mesmo, das mãos de um
traficante... Pouco lhe importava a origem; para ela, o importante era ter “o da gasolina” e a sua honrosa fidelidade seria cumprida com o
seu voto. Desse episódio e de milhões de tantos outros, é que se fazem os
políticos bem “sucedidos” do tipo Paulo Maluf, Antonio Palocci, o deputado do
dólar na cueca, os bandidos do mensalão. É triste saber, mas a verdade é que o
capitalismo está podre e sua podridão alastra-se para todos os cantos. Fora o
capitalismo, viva a vida, enquanto é tempo.
Gilvan Rocha
