JUSTIÇA: DEVE SER NOSSA MEDIDA!
Quanta coisa interessante a gente aprende lendo o livro de Deuteronômio, cara! É um livro um pouco desprezado por nós cristãos, todo mundo reconhece, assim como Levítico, Números e tantos outros. Mas lá tem muita coisa boa pra nós (óbvio, a Bíblia inteira tem muita coisa ótima pra nós), com orientações pra diversas áreas da vida. Quero chamar vocês a lerem um versículo que traz um ensinamento tão simples, tão bobinho, mas que tem sido meio esquecido por nossa sociedade.
Leiam comigo Deuteronômio 25:1, que diz:
"Quando algumas pessoas estiverem em conflito e forem a julgamento, o inocente deve ser inocentado, e o culpado deve ser condenado"
Que o inocente seja inocentado e que o culpado seja condenado. Mais básico impossível. É pedir demais isso? Bom, parece que é pedir demais sim. O que a gente mais vê por aí são julgamentos que decidem as condenações por vários fatores, mas que nem ligam pra quem é culpado de verdade. Como a gente fala, no Brasil só quem é pobre vai preso. Rico faz habeas corpus preventivo e recorre até a última instância, mas não vai preso.
O assunto mais badalado do momento (bom, a revista Veja discorda...) é o julgamento dos acusados do mensalão. Demorou mas chegou. E aí a gente fica com aquele pé atrás, aquela pulga atrás da orelha. Será que os excelentíssimos ministros do STF vão fazer um julgamento puro, ético, analisando todas as provas e dando os veredictos que mais combinem com a realidade dos fatos? Ou veremos mais uma coleção de pizzas brasilienses, como em tantas vezes?
Longe de mim questionar a lisura dos ministros do STF. Mas nunca é demais dar a eles esse pequeno lembrete que o versículo de Deuteronômio traz. E isso não vale só pra eles. É uma ordem pra todas as pessoas que têm algum poder de correção e julgamento sobre outras pessoas. Justiça é uma das principais virtudes de Deus, e deve ser virtude nossa também.
Fonte: Blog Prosa de Crente
