COPA DAS CONFEDERAÇÕES - CIDADES DESPROTEGIDAS
Nas últimas
décadas a violência urbana deixou de ser um fator problemático apenas das grandes metrópoles.Com o passar dos anos
os assaltos de civis, agências bancárias, lojas, furto de veículos dentre
outros, parece ter transferido-se dos grandes centros urbanos para as pequenas
cidades do interior.
Hoje, cidades com até 18 mil habitantes tem sido o
principal alvo de arrombamentos e explosões de caixas eletrônicos, roubo de
motocicletas e até de homicídios. Com o avanço tecnológico e informacional,
acompanhado do “crescimento” de municípios de pequeno porte veio também a instalação de agências bancarias,
lojas, fábricas, todos serviços particulares. Diante de tanta modernidade, as
pacatas cidades que “dormiam de portas abertas”, foram forçadas a instalar
câmeras de vigilância eletrônica para monitorar estabelecimentos de 6 metros
quadrados ou menos e dormir de portas fechadas.
As residências rurais também
viraram alvo de infratores que cometem roubo ao ameaçar a vida de agricultores,
idosos e aposentados. A insegurança e a
criminalidade atingiu todas as classes e ambientes sociais. O mais agravante é
que meio a uma propagação generalizada de falta de segurança visível nas
pequenas cidades do Ceará, o Governo do Estado ao invés de intensificar e aumentar
o efetivo policial destes lugares, “vai
descobrir um santo para cobrir outro” durante a ocorrência da Copa das
Confederações, onde o reforço da capital, contará com os policias efetivos do
interior que serão transferidos provisoriamente para Fortaleza.
Deste modo
cidades como Camocim, Granja, Sobral e dentre tantas outras que já sofrem com
falhas no serviço de segurança publica estarão mais frágeis e desprotegidas da
farra das quadrilhas que poderão literalmente explodir neste mês de junho
Post.Francisco Freire
