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SINDICATOS "COMEMORAM" PARALIZAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

20 fevereiro, 2018

 INTERVENÇÃO MILITAR NO RIO IMPEDE MUDANÇAS NA CONSTITUIÇÃO
Atualizada às 20:40 de 20.02.2018
Sindicato fez mobilizações contra a reforma (Foto reprodução STR)
 Na segunda-feira(19), data em que devia ser iniciada a votação da Reforma da Previdência a notícia sobre a paralização na tramitação da PEC foi confirmada pelo Governo Federal. A medida ocorre devido o Decreto de intervenção no Rio, que pela atual legislação impede qualquer modificação á Constituição Federal até que o propósito da intervenção seja atingido.
 
Para alguns juristas, a atitude do governo é contraditória e reflete na perca de espaço e apoio político para conseguir votos suficiente e aprovar a reforma da previdência. " Depois de tantos gastos, de tantas negociações com parlamentares, a grande movimentação e os esforços para convencer a população sobre a necessidade de aprovar o texto, vejo que tudo foi em vão", destaca Douglas Alcântara.
 
Para o advogado que atua na área trabalhista que a intervenção feita no Rio foi uma estratégia para macular a derrota no Congresso Nacional " Se trata também de uma artimanha eleitoreira por pura pressão de muitos deputados que pretendem se reeleger. O Rio aparece nas estatísticas como o décimo Estado mais violento do Brasil. O Ceará por exemplo está na 9º colocação e porquê só o Rio recebeu essa intervenção?" indagou Douglas ao destacar que é a favor que ocorra uma reforma da previdência mas não nos moldes como está alinhada onde apenas o trabalhador paga a conta.
 
O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alcântaras destacou que o recuo do Governo Federal já era esperada pelo movimento sindical " Nos sabíamos que isso ia acontecer, inclusive nós tivemos ontem uns quarenta agricultores daqui mais uns mil e tantos em Sobral e todo o movimento sindical do pais fez movimento ontem" destacou Benício Silva ao frisar que o movimento vai esperar as orientações da Fetraece quanto ao assunto considerando as medidas anunciadas para o tema pelo Governo Temer, mas que não deixa de ser uma conquista " A gente já avançou muito, porque eles queriam já ter votado no passado e a gente fez aquelas audiência publicas, recuaram, recuaram, botaram a reforma trabalhista e de qualquer forma não ter votado agora para o movimento sindical foi uma conquista e uma alerta para não se acomodarmos" disse o sindicalista em ligação telefônica feito pelo BPJ.
 
A reportagem também entrou em contato com o Sindicato dos servidores Públicos do Município de Alcântaras. Segundo Charlys Menezes  a desistência do projeto é bom para o povo, porém poderá voltar ao debate a depender do resultado das eleições " Na verdade o governo viu que não tinha voto para a provação ai desistiu do projeto" destacou o presidente do SINDICAN ao evidenciar que o governo já tem outra agenda para responder ao mercado   citando "a privatização da Eletrobrás, extinção do fundo soberano e autonomia do banco central são respostas ao mentores do golpe que cobram a fatura" concluiu.
 
Post. Francisco Freire
 

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