CAPÍTULO
04
JUAN
DIEGO: Minha
Criança, a mais meiga de minhas filhas, senhora, Deus permita que
estejas contente. Como estás nesta manhã? Estás bem de saúde?
Senhora e minha Criança. Vou te causar um pesar. Sabe, minha
Criança, um de Teus servos está muito doente, meu tio. Ele contraiu
uma peste, e está perto de morrer. Eu estou indo depressa à Tua
casa no México para chamar um de Teus sacerdotes, querido pelo Nosso
Senhor, para ouvir sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós
nascemos, aguardamos o trabalho de nossa morte. De forma que, se eu
for, retornarei aqui brevemente, então levarei Tua mensagem. Senhora
e minha Criança perdoa-me, sê paciente comigo. Eu não Te
enganarei, minha Caçula. Amanhã eu voltarei o mais rápido
possível.
GUADALUPE:
Escuta-Me
e entende bem, meu caçula, nada deve te amedrontar ou te afligir.
Não deixes teu coração perturbado. Não temas esta ou qualquer
outra enfermidade, ou angústia. Eu não estou aqui? Quem é tua Mãe?
Não estás debaixo de minha proteção? Eu não sou tua saúde? Não
estás feliz com o meu abraço? O que mais podes querer? Não temas
nem te perturbes com qualquer outra coisa. Não te aflijas por esta
enfermidade de teu tio, por causa disso, ele não morrerá agora. Tem
a certeza de que ele já está curado. Sobe,
meu caçula, ao topo da montanha; lá onde Me viste e te dei a ordem,
encontrarás diferentes flores. Corta-as, junta-as, então volta aqui
e traze-as em minha presença.
-Imediatamente
Juan Diego subiu a montanha, e quando atingiu o topo, ele espantou-se
pela variedade de esquisitas rosas de Castilha que haviam brotado bem
antes do tempo, porque, estando fora da época, deveriam estar
congeladas. Elas estavam muito fragrantes e cobertas com o orvalho da
noite, assemelhando-se a pérolas preciosas.
Imediatamente
ele começou a cortá-las. Recolheu todas e colocou-as em seu tilma.
O topo da montanha era um lugar impossível de nascer qualquer tipo
de flor, porque havia vários penhascos, cardos, espinhos e ervas
daninhas.
Ocasionalmente
as ervas cresceriam, mas era mês de dezembro, na qual toda vegetação
é destruída pelo frio. Ele voltou imediatamente e entregou as
diferentes rosas que havia cortado para a Senhora do Céu, que ao
vê-las, tocou-as com suas mãos e de novo colocou-as de volta no
tilma.
GUADALUPE:
Meu
caçula, esta variedade de rosas é a prova e sinal que levarás ao
Bispo. Tu irás dizer em meu nome que nelas ele verá o meu desejo e
que deverá realizá-lo. Tu és meu embaixador, muito digno de
confiança. Rigorosamente eu ordeno que apenas diante da presença do
Bispo desenroles o manto e descubras o que estás carregando. Tu
contarás tudo direito. Que Eu te ordenei a subir ao topo da
montanha, e cortar estas flores, e tudo que viste e admiraste, então,
tu podes induzir ao Bispo dar a sua ajuda, com o objetivo de que um
templo seja construído e erguido como Eu tenho pedido.
(Juan
Diego vai ao Palácio do Bispo. Lá...)
JUAN
DIEGO: Sr.
Bispo, aqui está o sinal desejado. Rosas de Castilha recém-colhidas
do Monte Tepeyac. Mas não estamos na época. Eu as trouxe, como
prova do que eu digo é verdadeiro.
(Juan
Diego deixa cair as flores e na tilma se forma a imagem de Nossa
Senhora de Guadalupe. Todos se ajoelham)
JUAN
DIEGO: Por
que estão de joelhos?
BISPO:
Veja
seu manto, meu filho.
JUAN
DIEGO: Mi
morenita!
Desde então Nossa Senhora de Guadalupe tornou-se a padroeira do México, Imperatriz da América Latina, Protetora dos Povos Indígenas e Rainha dos Nascituros.
“E
esta é a História de Nossa Senhora de Guadalupe.”
Post. Augusto Freire

