Alexandra:
Ágata mandou
que abrissem 3 janelas na torre em honra da Santíssima Trindade,
derrubou a estátua de nosso deus romano que estava no jardim e no
alto da torre ela mandou que se pusesse uma
cruz.
(Dióscoro
vai até o alto da
torre.)
Dióscoro:
Por que você fez isso?
Por que passou por cima da minha autoridade?
(Ágata
se cala)
Dióscoro:
Responda-me.
(Ágata
se cala)
Alexandra:
Meu senhor, eu peço
que...
Dióscoro:
E tu, cala-te. Sai
daqui.
Alexandra:
Sim, senhor.
(Alexandra
sai.)
Dióscoro:
Espero você falar
Ágata.
Ágata:
Ele chegou.
Dióscoro:
Do que está falando?
Ágata:
Venha ver pela janela
que mandei abrir. É Marcius. Acaba de chegar. Está lá embaixo.
Dióscoro:
Devo recebê-lo. Mas
logo regressarei.
(Dióscoro
vai até a casa ver Marcius)
Marcius:
Então é verdade. Tua
filha é cristã e tu o negaste. Por isso querias desfazer o noivado,
para salvar-te.
Dióscoro:
Estás enganado.
Marcius:
E aquela cruz na torre?
Onde está a estátua do deus romano? O que são as três janelas?
(Alexandra vai à torre)
Alexandra:
Ágata, Marcius
descobriu tudo. Ele está lá embaixo ameaçando seu pai. Vá até lá
e negue tudo.
(Ágata
desce)
Marcius:
Vou mandar prendê-los,
Dióscoro. Os três serão condenados à fogueira por traição à
Roma e se declararem cristãos.
Ágata:
NÃO!
Marcius:
Ágata, meu amor! Só
você pode acabar com tudo isso. Diga que me ama, que se casará
comigo e deixarei seu pai em paz.
Ágata:
Jamais. Um homem que
para conseguir o amor de uma mulher usa da chantagem não se mostra
digno.
Marcius:
Mas, minha vida, eu...
Ágata:
Marcius, desiste de mim.
E deixe minha família em paz. Se quer ouvir de mim uma frase, esta é
a única que posso pronunciar: SOU CRISTÃ, E NADA NEM NINGUÉM ME
FARÁ MUDAR DE IDEIA, NEM MESMO SUAS AMEAÇAS.
Marcius:
Vai se arrepender,
Ágata. Isso te custará a vida.
Ágata:
Minha vida não é mais
minha. Por isso não posso aceitar suas conquistas, porque já fui
conquistada. Deus me amou primeiro.
Marcius:
Veremos até quando.
(Marcius
sai. Ágata abraça o pai.)
Dióscoro:
Ele voltará. Fuja,
filha. Você assinou sua sentença de morte.
Post. Augusto Freire

