Boris: Eu
vim aqui porque eu percebi que vo
cê sempre está sozinho... Não é
bom pra você, seu Sergio que o diga. Você não tem amigos. Por isso
eu vim para te oferecer a minha amizade.
Danilo: É
sério? Quer dizer, eu nuca tive muitos amigos. Só mesmo meu
tio-padre, que me criou desde que meus pais morreram. Ele é o meu
grande amigo e meu confidente. Sempre esteve comigo. E também o
Nicolas, aquele que veio aqui. A gente se conhece desde pequeno. É
como se fosse meu irmão.
Boris: Pois
é assim que eu queria ser pra você, é que... eu também sou
sozinho. Não tenho com quem converse. Só minha irmã, mas é
diferente. Sempre quis ter um irmão, acho que isso facilitaria
muito, um irmão que sentisse como eu, que me entendesse. Sabe?
Danilo: Eu
sei. (estendendo a mão) Toca aqui.
(Os
dois se dão as mãos. Enquanto isso, na Casa do Finado Filipe Souto
Maior, Nana chega até Jussara)
Jussara: Ora,
ora. Por onde andou, velha mocoronga?
Nana: Queria
falar com a senhora.
Jussara: Fala,
que meu tempo é ouro.
Nana: Vim
pedir minhas contas.
Jussara: Que
disse?
Nana: O
que ouviu. Não posso continuar trabalhando para uma assassina.
Jussara: Tem
ideia do que está dizendo, criatura medíocre?
Nana: A
senhora causou a doença que matou o Sr. Filipe, mandou incendiar a
casa de Dona Rosa Mística e o menino Paco, matando os dois. E ainda
tentou matar a irmã dele que está grávida, dando todas estas
notícias ruins a ela, fazendo com que ela passasse mal com o susto!
Acha pouco o que fez?
Jussara
(enforcando Nana): Cale-se,
Naninha! Cale-se! É verdade. Sou uma assassina. E posso matar mais
se quiser. Inclusive você, velha verminosa.
(Jussara
mata Nana)
Jussara: Uma
a menos, só me faltam 14.
(Enquanto
isso, Danilo e Boris...)
Boris: Eu
já fiz algumas disciplinas de Administração, posso te dar algumas
dicas para você usar lá na empresa.
Danilo: Sério?
Eu ficaria muito agradecido.
Boris: Bem,
agora eu tenho que ir. Depois a gente se fala.
Danilo: Até
mais.
(Enquanto
isso, Nicolas chega em casa, sente uma tontura e desmaia.)
Post. Augusto Freire

