ARTIGO ESCRITO POR GILVAN ROCHA
Nossa
vida é feita de múltiplas lutas. Luta por um emprego, por melhores
condições de trabalho, por melhor remuneração, por bons transportes,
por moradias, por segurança, por um bom serviço de saúde e assim vai,
uma lista infinda de batalhas, sendo a nós reservado pequenos momentos
de paz. Alguém já disse: “viver é lutar”, mas é necessário que se diga
ser condição principal para o nosso êxito termos clareza da natureza
dos nossos inimigos, termos consciência da causa de nossas batalhas
infindas.
A
grosso modo, achamos que emprego, educação, saúde, segurança,
bem-estar, decorrem da conduta dos governos, sejam eles em nível
municipal, estadual ou federal. Esse é o “saber” corrente. Precisamos,
porém, nos dar conta de que por trás desses governos existe um sistema
socioeconômico que responde pelo nome de capitalismo, e é ele sim, que
produz tantas e quantas mazelas sociais que nós padecemos. Ele é o
inimigo do povo, e o povo só terá justiça e paz quando desconstruí-lo.
Portanto, a luta cotidiana, seja por salário ou por emprego, seja por
segurança ou por boa escola, deve ser travada sem descanso. Mas, é
fundamental saber que essas batalhas não serão vencidas pelo povo caso
não derrotemos o sistema capitalista. Daí a justeza em se dizer que, ou
a humanidade destrói o capitalismo ou o capitalismo destruirá a
humanidade.
Infelizmente
essa lição tão importante, que todo trabalhador, toda dona de casa,
todo jovem deviam saber nos é escondida, posta para baixo do tapete,
como única forma do sistema capitalista se manter de pé. Para eles, os
burgueses, é fundamental que ao invés dos trabalhadores, do povo em
geral, se colocar contra o capitalismo, é preferível que se volte
contra o prefeito, contra o governador, ou o presidente de plantão,
contanto que não diga uma palavra contra o próprio sistema. Desse modo,
os governos vão e vêm, e o capitalismo permanece de pé. Enquanto isso,
os partidos ditos comunistas e socialistas não se empenham em
impopularizar o capitalismo, preferindo as demagogias eleitorais.
