O QUE NÓS ESTAMOS FAZENDO POR NOSSA CASA?
Por Maristela Crispim
Além de, para nós brasileiros, o dia de hoje lembrar a data oficial
em que os Portugueses aqui chegaram, também é dedicada ao grande lar de
todos nós, o planeta Terra, que vem sendo tão maltratado por todos nós
que consumimos seus recursos e devolvemos resíduos num volume que os
sistemas naturais já não conseguem absorver mantendo o seu equilíbrio.
O Dia da Terra foi criado pelo senador norte-americano Gaylord
Nelson, no dia 22 de Abril de 1970 e tem por finalidade criar uma
consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da
biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.
Levando em conta as nossas questões mais urgentes, o Brasil assiste,
neste exato momento, a uma série de manifestações para protestar contra a
aprovação do projeto de lei do novo Código Florestal (PLC 30/2011),
cuja votação está prevista para a próxima terça-feira. Em Fortaleza não é
diferente e a Praia de Iracema foi o lugar escolhido para este
protesto.
A mobilização é do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do
Desenvolvimento Sustentável – coalizão formada por quase 200
organizações da sociedade civil brasileira – e os movimentos Floresta
Faz a Diferença e Mangue Faz a Diferença.
Em todo o Brasil marchas, pedaladas, passeatas, apitaços e flash mobs
alertam a todos sobre a degradação ambiental do Planeta e de
iniciativas que podem colaborar para melhorar ou piorar, esse quadro.
Os manifestantes cobram também a presidenta Dilma Rousseff promessa
de veto feita durante campanha eleitoral. Participam das iniciativas
ONGs, representantes de movimentos sociais, sociedade civil, estudantes,
cientistas, deputados, pessoas interessadas em aderir à causa.
Os principais problemas da proposta do Código Florestal apontadas
pelos ambientalistas é que estimula novos desmatamentos, anula multas de
crimes ambientais, reduz Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de
reservas legais e desobriga a recuperação da grande maioria das áreas
ilegalmente desmatadas.
Apesar dos pedidos de cientistas, juristas, organizações da sociedade
civil e movimentos sociais para que o processo seja revisto e realizado
de forma responsável, o texto deve entrar na pauta da Câmara nesta
semana.
Postagem: blog Portal Jovem
Extraído do Jornal Diário do Nordeste
