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quinta-feira, 3 de março de 2016

ALCANTARAS: MESMO CONDENADO PREFEITURA INVESTE EM MORRO

ÁREA É PROPÍCIA A DESLIZAMENTOS E INADEQUADA PARA  CONSTRUÇÃO 
Abertura de via de acesso ao Morro da Santa Cruz - Foto: Freire Filho
Mesmo condenado pela Defesa Civil do Estado do Ceará que alertou em conferência realizada em Alcântaras no ano de 2010 para o crescimento irregular do Morro da Santa Cruz a Prefeitura Municipal continua a investir na área que já registra inúmeros problemas de ordem ambiental e social.
 Com dezenas de casas erguidas sem acompanhamento técnico em em desacordo com o Código de Postura do Município ( que deveria regular o crescimento urbano) a vila que já exite há quase dez anos tem recebido "serviços de melhoria por parte do poder público, uma realidade preocupante considerando que a área é vista como de risco pela CEDEC que em 2008 teve de conter uma pedra para evitar uma tragédia na região.
Com projeto arquitetônico orçado em mais de R$ 2 milhões a Prefeitura Municipal que poderia remanejar a população do morro para um futuro conjunto habitacional ( já previsto na Lei Orçamentária de 2016), tem incentivado o crescimento do "bairro" que já sofre com a falta de assistência como coleta de lixo, saneamento básico e segurança pública conforme  denunciado no Portal Jovem por moradores.
 Com serviços de abastecimento de água, eletrificação e a recente construção de uma estrada de acesso, o poder público que também possui a Coordenadoria Municipal de Defesa  Civil ( COMDEC) há anos tem feito vista grossa ao problema que pode tornar-se irreversível como ocorrido em zonas periféricas do Rio de Janeiro. Além de não oferecer condições dignas que efetivamente promovam a qualidade de vida de seus moradores, a grande preocupação volta-se também aos danos ambientais e de segurança para quem ali reside, considerando que fatores como erosão, contaminação e poluição do solo já foram identificados na região sujeita a deslizamentos, propagação de doenças e outros problemas que possam surgir no futuro.

Enquanto poder legislativo não interfere na problemática, a Prefeitura continua a alimentar um sonho que mais tarde poderá torna-se em pesadelo como a exemplo das cidades de Teresópoles, Novo Friburgo dentre outras  Brasil a fora onde famílias inteiras ainda hoje continuam desabrigadas a espera de moradias que poderiam haver sido construídas pelas prefeituras antes que a tragédia acontecesse. 

Post.Francisco Freire

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