PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

domingo, 25 de dezembro de 2016

NA BOCA DO POVO

       EM TERRA DE CEGOS QUE TEM UM OLHO É RICO!
Apesar dos bonitos falatórios, da utópicas idéias e dos famosos slogans, no Brasil a postura da maioria dos políticos parece ser uma só e o desejo de chegar ao poder para servir a si mesmo ou os interesses de um grupo de aliados é nitidamente visível, o que o não exige o lançar de cartas para prevê o futuro.
Assim como na Capital Federal, é notório que após o resultado das urnas, muitos representantes do povo, nas pequenas cidades,além de garantir um emprego bem pago e sem expediente de trabalho semanal, parecem também conquistar a blindagem pessoal durante o seu auto-mandato. 
Em uma dramaturgia onde se conhece a fundo os atores e os scripts de gravação a ser exibidos a cada novo capítulo, a trama já não tem tanto suspense e quase nunca apresenta um final feliz.
Nesta tocante, já que muitos destes artistas buscam cair no gosto da surda/cega plateia, o lembrete de algumas falas de gravação por vezes merecem ser reprisadas, já que para quem gosta de audiência, mesmo ocupando um papel coadjuvante o destaque em algumas cenas pode lhes garantir a promoção de protagonistas mais adiante.
E é nesse roteiro, onde a casa do povo vira palco que cenas como sugerir a instalação de bafômetro, de amaldiçoar o salário recebido, de chamar o recinto de canil, de fechar as portas durante atos de protestos, de chamar universitários de ignorantes e professores de burros, de lixar a unhas durante a gravação ou mesmo discursar de costas para a plateia fizeram  partes dos atores serem homenageados como os melhores do ano, com direito a reeleição e a desfrutar oito vezes mais de um salário que nem sempre exige  o bater do ponto uma vez a direção do stúdio após o pleito deixa de ser o povo e pouco são aqueles que tem a riqueza de em terra de cegos ter um olho...

Por. Francisco Freire

Nenhum comentário: