segunda-feira, 5 de agosto de 2013

VAMOS CONSTRUIR UMA NOVA IGREJA

A PASTORAL DA JUVENTUDE É UM GRANDE INSTRUMENTO: Chega de ficar apenas dentro do templo a rezar

A Igreja Católica, sobretudo a brasileira, e mais urgente ainda os jovens que fazem parte dela, devem viver um novo estilo de ser cristãos, e isso já pede socorro.

Nos ultimos tempos cresce dentro da Igreja Católica o movimento Carismático, onde é possível o contato com o Espírito Santo, a oração pessoal profunda e constante. Mas desde que Jorge Bergoglio tornou-se Francisco e anunciou a opção pelos pobres, toda a estrutura e as atitudes da Igreja devem ser repensadas. Isso porque o fenômeno Carismático, que rejuvenesce a Igreja com as celebrações musicais, adorações, e comunhão permanente com o Espírito Santo deve dar lugar à Teologia que  quer a Juventude com o pé no divino e outro no chão.

A Pastoral da Juventude (PJ), que é uma corrente da Igreja Católica que opta pela forma de ser Igreja voltada para o Espírito revolucionário e progressista, buscando recuperar o protagonismo da juventude, vem realizando uma série de ações em todo o Brasil buscando agir nessa linha, de lutas e movimentos sociais.

Chega de acomodações. Chega de ficar apenas dentro do templo a rezar. Há algo novo nas palavras de Francisco. E isso tem animado os jovens da Pastoral da Juventude. O novo Papa quer uma Igreja voltada para fora, para a militância. Jovem devem está lutando por algo novo na sociedade. Jesus também agiu assim, não ficou apenas rezando. 

Não basta ter fé e ela não está inserida na vivência das pessoas. Não basta libertação espiritual, é preciso libertação social, econômica e política. “Não entendo as comunidades cristãs que são fechadas”, disse o Papa antes de dizer: “No Evangelho, há uma bela passagem que nos conta que o pastor retorna e percebe que falta uma de suas 99 ovelhas e começa a procurar... Irmãos e irmãs, mas temos uma só, e faltam 99 !”.

Hoje, no Brasil, cresce os movimentos carismática, que muitas vezes não condiz com o que Francisco vem nos propor, onde lá, as suas cantorias e a proposta de uma vida comunitária voltada para a experiência contemplativa, intimista, na qual o jovem é conclamado a abandonar a vida lá fora e a não pensar tanto das contradições sociais. Isso pode ser visto como um problema, já que a sociedade clama por mudanças, por criticidade, por soldados cristão fortes e maduros em busca de melhorias.

Com relação à Pastoral da Juventude é bom dizer que sofremos perseguições, porque aprendemos a questionar. E quem está no poder, seja padre ou leigo, não gosta de ser questionado. O Papa está dizendo que a Igreja precisa falar menos e aprender a ouvir os jovens. Ainda pode demorar um pouco, mas se esse movimento for feito, acho que a juventude também se encantará pela nossa mensagem.

“Hoje, um cristão, se não for revolucionário, não é cristão!”, foi uma das frases lançadas pelo Papa argentino aos milhares de participantes do Congresso Eclesiástico da diocese de Roma.

Por isso, vamos à luta, um outro mundo é possível!

Texto: Douglas Alcântara

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